RedaçãoREVISTA DO ÔNIBUS
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RODRIGO SALLES - DIVULGAÇÃO Com cinco meses de atrasos, os testes com
o ônibus híbrido, divulgado no final de 2009
pela Fetranspor, parece dar sinais de que irão ocorrer
nas próximas semanas. Na época, o presidente
da Fetranspor, Lélis Teixeira anunciu que o veículo
passará a circular na Zona Sul. (ver
matéria).
A informação que nos chega nesta manhã
de sábado, é que já está na cidade
um modelo híbrido Busscar, nas dependência de
uma empresa da Zona Sul, porém, ainda há identificar.
Em 2004, a Real
Auto Ônibus, foi a primeira empresa do
Rio que realizou testes com o modelo Marcopolo Viale Híbrido.
Um ônibus híbrido (que utiliza dois tipos de energia para
se locomover) percorreu as ruas do Rio, em período de testes.
Decorado com motivos inspirados nos Jogos Pan Americanos de
2007, o veículo, da Real
Auto Ônibus, fez o percurso da linha
179 (Alvorada-Central) trazendo para os espaços cariocas tecnologia
nova, brasileira, já testada na Europa.
Embora possuia um motor a diesel, de 80 HP, o modelo era capaz
de, a partir do acionamento de um gerador, criar a própria
energia, passando a funcionar eletronicamente. Com nove metros
de comprimento por 2,5 de largura, o ônibus é fabricado pela
Eletra Tecnologia, empresa brasileira que vem sendo reconhecida
internacionalmente pelo sucesso dos seus ônibus elétricos
híbridos.
COMO FUNCIONA O ÔNIBUS HIBRIDO
O ônibus Eletra é semelhante a um trólebus, com a diferença
de que não precisa buscar a alimentação de energia na rede
elétrica, pois é capaz de gerá-la a bordo. Um motor elétrico
é responsável pela tração nas rodas e um conjunto motor-gerador
gera a energia que movimenta o veiculo. Esse conjunto pode
funcionar com diesel limpo, gasolina, GNV ou outros combustíveis.
Um grupo de baterias armazena e fornece energia adicional
ao motor de tração, quando necessário.
Quando o condutor dá a partida no motor diesel, este chega
ao “ponto ideal” de rotação (quando há o menor consumo de
combustível, aliado à menor emissão de poluentes). O veículo
irá manter essa rotação enquanto estiver funcionando. Durante
o deslocamento, o motor elétrico é alimentado pelo motor-gerador
e pelo conjunto de baterias. Durante as paradas, o gerador
recarrega as baterias do veículo. Nas descidas ou em frenagem,
o motor elétrico se transforma em gerador e carrega as baterias,
recuperando parte da energia cinética do veículo. Uma das
vantagens do sistema é que o motor diesel utilizado pode ser
bem menor do que o convencional. Um ônibus que necessitaria
de um motor de 210 HP, no sistema híbrido terá o mesmo desempenho
com um de 80 HP.
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